28 de dezembro de 2012

Dezembro: Espumante e Torrontes


Nesse calor nada melhor do que vinhos brancos e espumantes. O encontro de dezembro estreou a uva Torrontes no Diviños e redescobriu o sabor do espumante nacional que surpreendeu. O cardápio foi bem comemorativo de fim de ano, com frutos do mar. Vamos às avaliações:

Espumante Chardonnay 60% Pinot Noir 40% (Brasil, 2011)
Cor: palha claro
Aroma: persistência baixa e intensidade média
Paladar: seco, magro, macio, acidez levíssima, persistência baixa
Notas marcantes: abacaxi, maça verde e frutas frescas
Personalidade: gentil, encantador e surpreendente

Torrontes (Argentina, 2010)
Cor: amarelo claro dourado
Aroma: complexidade e intensidade altas, persistência baixa
Paladar: seco, levemente encorpado, macio, acidez levíssima, persistência média
Notas marcantes: maracujá e flores
Personalidade: elegante, exótico e enigmático

O cardápio





Camarão temperado


Bacalhau cremoso


Torta de chocolate trufado com morango

Novembro: Assemblage e Cabernet Sauvignon


Nesse encontro o cardápio incluiu especialidades argentinas e um prato principal super original. Os vinhos representaram a Argentina e Portugal. Vamos às avaliações:

Assemblage (Portugal, 2001)
Cor: pêssego intenso rosado
Aroma: complexidade e qualidade altas, persistência e intensidade baixa
Paladar: meio doce, pouco encorpado, macio, acidez leve, taninos inexistentes, persistência média, muito equilibrado
Notas marcantes: pêssego, maçã e pimenta negra
Personalidade: inovador, marcante e multidimensional


Cabernet Sauvignon (Argentina, 2009)
Cor: rubi
Aroma: persistência, complexidade e intensidade altas
Paladar: seco, encorpado, pouco áspero, madeira leve, taninos leves, persistência longa
Notas marcantes: framboesa, ameixa, mel e pimentão
Personalidade: elegante, sutil, surpreendente

O cardápio:




Empanadas


Fettuccine de abobrinha


Alfajor

Julho: Carmenère


Nesse encontro optamos por comprar dois rótulos da mesma linha, mesma uva, mas de safra e seleções diferentes. Foi divertido perceber como uma mesma uva pode gerar sabores diferentes. O cardápio combinou com a origem dos vinhos: noite chilena! Vamos às avaliações:

Carmenère (Chile, 2010)
Cor: rubi/castanho
Aroma: qualidade e intensidade altas, persistência baixa
Paladar: seco, pouco corpo, macio, acidez leve, taninos suaves, persistência média
Notas marcantes: cereja e caramelo
Personalidade: jovial, gentil e alegre

Carmenère (Chile, 2009) - Block Selection

Cor: rubi/castanho
Aroma: qualidade, intensidade e complexidade altas, persistência média
Paladar: seco, muito encorpado, redondo, madeira pronunciada, acidez leve, taninos suaves, persistência média
Notas marcantes: amora e madeira
Personalidade: elegante, sutil e despretensioso

O cardápio:


Cebola recheada com ricota acompanhada de crumble de tomate, manjericão, queijo de cabra e parmesão


Porotos con riendas


Creme de dulce de leche com nozes

16 de julho de 2012

Junho: Sauvignon Blanc e Carbernet Sauvignon


Neste mês o Diviños virou arraiá e os pratos inspirados no tema "festa juninha" foram apreciados com vinhos do novo mundo. O clássico Cabernet Sauvignon apareceu de novo e provou que sempre pode surpreender e estreamos o Sauvignon Blanc, discreto, mas inovador. Vamos às avaliações:

Sauvignon Blanc (Chile, 2011)
Cor: palha
Aroma: intensidade, persistência e complexidade baixas
Paladar: seco, magro, macio, acidez leve, persistência média, muito equilibrado
Notas marcantes: maça verde, abacaxi e hortelã
Personalidade: inovador, sexy e autêntico

Cabernet Sauvignon Colección Roble (Argentina, 2010)

Cor: rubi intenso
Aroma: intensidade e persistência médias, complexidade alta
Paladar: seco, bem encorpado, macio, aveludado*, madeira leve, acidez leve, amargor leve, taninos suaves, persistência longa, equilíbrio excelente
Notas marcantes: ameixa, passas, noz moscada, canela, tabaco
Personalidade: elegante, marcante e voluptuoso
*Pela primeira vez entendemos o que quer dizer "aveludado". Foi colocar na boca e a palavra veio na ponta da língua.

O cardápio:


Pipoca ao pesto de couvert (receita).


Petisco de pão de queijo de entrada (receita).



Escondidinho de baroa com carne seca e couve de prato principal (receita).


Uva do amor de sobremesa (receita).

Tudo bem temperado com clima de festa junina!




19 de junho de 2012

Maio: Tannat e Cabernet Sauvignon


No encontro de maio apostamos em vinhos reserva. Inauguramos o Tannat e voltamos ao Cabernet Sauvignon. Os dois agradaram muito, abrimos primeiro o Tannat e depois o Cabernet, mas o inverso é melhor, pois, mesmo macio, o Tannat tem mais corpo. Foi bom poder perceber a diferença que faz um vinho envelhecido, eles são bem mais macios e complexos que os jovens e o Tannat, que tem a fama de ter taninos acentuados, se mostrou muito fácil de tomar. O cardápio também surpreendeu, entrada marcante, prato principal aconchegante e sobremesa ousada. Vamos às avaliações:

Tannat Reserva (Uruguai, 2007)
Cor: rubi
Aroma: qualidade, intensidade e persistência médias, alta complexidade
Paladar: seco, encorpado, macio, madeira evidente, acidez leve, amargor leve, taninos leves, persistência longa, muito equilibrado
Notas marcantes: especiarias (mel) e madeira
Personalidade: elegante, versátil e encantador

Cabernet Sauvignon Gran Reserva (Chile, 2009)

Cor: rubi
Aroma: qualidade e intensidade médias, alta persistência e complexidade
Paladar: seco, encorpado, macio, madeira leve, acidez moderada, taninos médios, persistência muito longa, bem equilibrado
Notas marcantes: frutas
Personalidade: jovial, sutil, despretensioso

A entrada foi uma bruschetta de tomate, alho e ervas. O alho fez toda a diferença.


O prato principal foi batata assada recheada com requeijão e bacon acompanhada de salada de folhas e manga. Não tem como errar com esses ingredientes!


A sobremesa surpreendeu mesmo: Café Vienna (com chocolate amargo, creme de leite, chantili e caneça).


Tudo isso regado a muita conversa boa, que de longe é, e sempre será, o melhor ingrediente dos nossos encontros!



23 de abril de 2012

Abril: Picpoul e Sangiovese


No encontro de abril escolhemos um prato mais marcante com gorgonzola e filé mignon e vinhos bastante originais. A sobremesa foi para lá de surpreendente também, com uma apresentação toda gourmet. Vamos às avaliações:

Picpoul (França, Languedoc, 2010)
Cor: palha
Aroma: intensidade, persistência e complexidade médias
Paladar: seco, pouco corpo, macio, acidez leve, persistência média, equilíbrio muito bom
Notas marcantes: maça verde, abacaxi e hortelã
Personalidade: versátil, surpreendente e alegre

Sangiovese (Itália, Chianti, 2009)
Cor: rubi
Aroma: intensidade média, persistência e complexidade baixa
Paladar: seco, encorpado, pouco áspero, madeira leve, acidez leve, amargor leve, taninos leves, persistência longa, equilíbrio muito bom
Notas marcantes: ameixa seca e mel
Personalidade: sexy, sério e marcante

Não servimos entrada, então degustamos os dois vinhos com o prato principal e ambos harmonizaram bem, mesmo o vinho branco, que não ficou ofuscado. O vinho tinto ajudou a limpar a gordura do gorgonzola na boca e o gorgonzola ajudou a quebrar o seco marcante do vinho, parece que foram feitos um para o outro. O toque especial ficou por conta dos cogumelos frescos (porto belo e shimeji escuro) e o acompanhamento foi batatas rústicas assadas com alecrim.



O resultado de tanta bebedeira:


A sobremesa foi receita do Dedo de Moça, aprovadíssima. Um manjar de coco rotineiro ganha um toque todo especial com a calda de manga, maracujá e gengibre.


Foi um cardápio muito gostoso e digno de ser repetido!





Março: Coudoux e Beajolais


No encontro de março degustamos mais vinhos franceses de regiões que ainda não conhecíamos e os pratos salgados foram com frutos do mar: salmão e camarão. Já a sobremesa foi uma torta em comemoração ao aniversário da Sofia! Vamos às avaliações:

Assemblage Coudoux Rosé (França, 2010)
Cor: pêssego
Aroma: complexidade média, intensidade alta e persistência média
Paladar: seco, magro, macio, acidez leve, taninos baixos, persistência média, muito equilibrado
Notas mais marcantes: morango e laranja
Personalidade: feminino, alegre e encantador

Assemblage Beajolais (França, 2010)
Cor: castanho
Aroma: complexidade média, persistência baixa, intensidade média
Paladar: seco, encorpado, pouco áspero, madeira pronunciada, acidez moderada, amargor moderado, taninos médios, persistência longa, equilíbrio apropriado
Notas mais marcantes: canela e noz moscada
Personalidade: Multidimensional, rude e marcante

O rosé foi harmonizado com carpacho de salmão ao molho de maracujá e shoyo. Uma vez ouvi dizer que o salmão combina bem com vinhos rosés e acho que é verdade!


Servimos o tinto com o prato principal, risoto de camarão. Dica: sempre comprem camarão sem casca! O trabalho que dá para tirar....

De sobremesa, uma torta com receita direto da França, passada pelo Guilherme Poulain do Moldando Afeto. Divina!